Publicado em: 17/08/2015 ás 09:28:59
Do dia 07 ao dia 11 de agosto de 2015 a equipe técnica do CRAS, incluindo a psicóloga Jaqueline Salatini e a assistente social Eliene Machado, sendo estas da equipe volante, e a gestora do Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) Veronica Ferreira Silva, prestaram serviço a população indígena em parceria com a Secretaria de Assistência Social. Foram atendidas as seguintes aldeias para realização do Cadastro Único: Jacaré, Kalapalo, Afukuri, Matipu, Nafukuá, Tanguro e Tangurinho. A aldeia Ngojhwere também foi atendida no polo Wawi. No total foram atendidas 51 famílias, incluindo atualização e cadastro no CadÚnico. Além do CadÚnico também foi realizado uma coleta de dados sobre as famílias que vivem nas aldeias para a realização de um mapeamento com a intenção de que no futuro possa ser desenvolvido um trabalho com esta população, dando assim, mais assistência a eles. “Nesta viagem, tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a cultura, modo como vivem, crenças e cotidiano das aldeias visitadas.Está inclusa na alimentação dos indígenas: beiju, peixe, aves, caça e frutas como banana e mamão”, comenta a Psicóloga Jaqueline Salatini.
A Aldeia Kalapalo, onde foi realizado parte dos trabalhos, fica localizada no alto do Xingu, tem 22 famílias, somando um total de 243 pessoas.
Trajeto: Para chegar até a aldeia foram em média 5 horas de viagem, incluindo 4 horas percorridas de carro e 1 hora e 20 minutos de barco.
Enquanto a equipe estava na aldeia Kalapalo ocorreu à festa Kuarup (festa que só os homens participam), onde segundo a cultura dos indígenas celebram-se os mortos. Kuarup, são os troncos que simbolizam o espirito dos mortos. Foram três dias de festa, sendo que na sexta-feira e no sábado, tanto durante o dia quanto a noite os índios dançaram, eles estavam todos pintados, ainda no sábado os familiares dos mortos passaram a noite inteira chorando, como forma de representar o luto. No domingo aconteceu à luta Huka-huka, onde as etnias convidadas lutaram contra os donos da festa.E dessa maneira pode-se conhecer um pouco mais dessa cultura que faz parte da história do Brasil. A partir deste conhecimento é possível implantar os projetos e interagir de forma mais direta com a população indígena.
Texto: Psicóloga Jaqueline Salatini
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